História do Espiritismo no Brasil - Parte II

Vamos continuar a nossa pesquisa sobre a  História do Espiritismo no Brasil, encontramos (espiritismo x psiquiatria), Zé Arigó, Selos do correio em Homenagem ao Centenário do Espiritismo e muito mais
Se ainda não leu segue o link da PARTE I


Do Estado Novo ao Pacto Áureo
Plenária do Primeiro Congresso de Mocidades
Espíritas do Brasil realizado no Rio de Janeiro em 1948

Desde a década de 1920 registravam-se no Brasil choques entre o espiritismo e a psiquiatria, que só vieram a acabar por volta da metade do século XX, devido a avanços como as pesquisas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960 sobre a mediunidade no país pelo sociólogo e etnólogo francês Roger Bastide, que demonstrou os preconceitos e etnocentrismos nos anteriores estudos sobre o tema.
Henrique Roxo (1877-1969), em seu "Manual de Psiquiatria" (1921) dedica um capítulo inteiro ao espiritismo, reproduzindo o discurso médico e católico da época, ainda marcado pelo escravismo, que remetia a crença, no país, a resquícios do fetichismo africano, observando: "Vê-se muito frequentemente o que se observa no cinema, nessas danças de negros, com seus movimentos extravagantes, suas contorções e seus gestos." Os profissionais formados na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro consideravam o espiritismo como uma patologia contagiosa, capaz de incapacitar grandes contingentes humanos para o trabalho. Devia, por essa razão ser reprimida pelas autoridades e erradicada por meio de campanhas de saúde pública:

O doutorando, apelava à Liga Brasileira de Higiene Mental e à Igreja Católica para sensibilizarem a opinião pública e os poderes constituídos, propondo mesmo uma "Semana antiespirita" à semelhança da então existente "Semana antialcoólica", para mobilizar a sociedade contra esse mal.
Antônio Xavier de Oliveira, na obra "Espiritismo e Loucura" (1931), afirmou que dos casos por ele estudados no "Pavilhão de Assistência a Psicopatas", 1.723 pessoas enlouqueceram "só exclusivamente pelo espiritismo". E acerca de "O Livro dos Médiuns":

Nesse mesmo ano (1931) Murilo de Campos e Leonídio Ribeiro publicam o livro antiespiritismo "O Espiritismo no Brasil", buscando relacionar o Espiritismo com a Medicina, e onde se lê: "A prática do espiritismo é um problema de polícia, é crime contra o código penal."
Chico Xavier psicografando e Emmanuel seu Mentor
É ainda em 1931 que o espírito Emmanuel se apresenta ao médium Francisco Cândido Xavier iniciando-se um trabalho conjunto que se estenderia até quase ao fim da vida do médium. No ano seguinte a FEB lançou a obra  Parnaso de Além-Túmulo (6 de julho de 1932), pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, com grande repercussão na imprensa brasileira, como o tivera, em Portugal, no início do século, a coletânea Do País da Luz pela mediunidade de Fernando de Lacerda.
Em 1933 foi fundada, em São Paulo, a União Federativa Espírita, filiada à FEB. Mais tarde, em 1936, no mesmo estado foi criada a Liga Espírita, filiada à Liga Espírita do Brasil. No mesmo ano, pela Rádio Cultura de Araraquara, no interior do estado de São Paulo, Cairbar Schutel iniciou o primeiro programa radiofônico espírita no país (19 de agosto).
Quando da implantação do Estado Novo no país, em 1937, a repressão ao espiritismo aumentou. A própria FEB foi fechada pela polícia (27 de outubro) e reaberta, três dias depois, por ordem do então Ministro da Justiça, Dr. José Carlos de Macedo Soares. No ano seguinte (1938), vem a público a obra "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", também pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, atribuída ao espírito de Humberto de Campos. A obra narra a formação Brasil sob a perspectiva espírita, pela qual as entidades espirituais teriam influenciado os principais eventos da história pátria, desde o "desvio" da frota de Cabral à abolição da escravatura, profetizando-lhe um lugar de destaque entre a Cristandade.

O ano de 1939 foi marcado pela realização do I Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas.
Nesta década inicia-se ainda a atuação do médium Francisco Peixoto Lins, carinhosamente referido apenas como "Peixotinho".
Médiuns de Efeitos Físico Francisco Peixoto Lins, Peixotinho
A década encerrou-se com a reforma do Código Penal, que deixou de criminalizar explicitamente a prática do Espiritismo (1940). Ainda assim, no ano seguinte (1941), todos os centros espíritas da então capital federal foram suspensos por portaria da polícia, do mesmo modo que todos templos afro-brasileiros. No Rio de Janeiro, foi fundada a Sociedade de Medicina e Espiritismo do Rio de Janeiro (11 de junho de 1941), tendo como primeiro presidente o Dr. Levindo Gonçalves de Mello.
No contexto da Segunda Guerra Mundial, a partir de 1943, o escritor Monteiro Lobato realiza sessões espíritas em sua residência. Essas sessões, que tinham como médium a sua esposa, Dona Purezinha, e eram realizadas com o método do copo, foram registadas pelo próprio escritor e publicadas postumamente na obra "Monteiro Lobato e o Espiritismo". No período de 1946 a 1947 chegaram inclusive a ser realizadas sessões na Argentina, durante viagens do escritor para aquele país.

Também a partir de 1943 o espírito André Luiz, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, inicia uma série de livros que abordam a vida no plano espiritual. A primeira obra, "Nosso Lar" foi lançada no Rio de Janeiro no ano seguinte (1944). Nesse mesmo ano (1944), D. Catarina Vergolino de Campos, viúva do escritor Humberto de Campos (falecido em 1934), abriu processo contra a FEB e contra o médium Francisco Cândido Xavier, visando receber direitos autorais sobre as mensagens psicografadas atribuídas ao seu finado marido . Também nesta cidade, e neste ano, foi fundada a Cruzada dos Militares Espíritas (10 de dezembro de 1944).
Ainda em 1944 Cornélio Pires publica a obra "Coisas D'Outro Mundo", de tema espírita. Viria a publicar outra obra espírita em 1947 - "Onde estás, oh Morte?" e, após o seu falecimento, prosseguiria o trabalho literário através da psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Em 1945 foi fundado o Hospital Espírita Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro. Nesse ano iniciou-se, em São Paulo, por iniciativa das suas federações, um novo processo pela unificação do movimento espírita no país, que dará lugar, em 1947, ao Primeiro Congresso Espírita do Estado de São Paulo, pró-unificação. No ano seguinte (1948, ainda em São Paulo, tem lugar o Congresso Espírita Centro-Sulino, também pró-unificação.
Com o fim do Estado Novo, a Constituição brasileira de 1946 garantiu ampla liberdade religiosa no país.
Divaldo Pereira Franco
No estado da Bahia, ao final da década, iniciou-se o trabalho assistencial de Divaldo Pereira Franco. Salvador o Centro Espírita Caminho da Redenção (7 de setembro de 1947) onde, no ano seguinte, sob a orientação do espírito Auta de Souza, iniciou a "Caravana Auta de Souza", para o atendimento a famílias necessitadas (9 de setembro de 1948).
Este, juntamente com um grupo de colaboradores, fundou em
Dada a movimentação paulista em favor da unificação, tem lugar, no Rio de Janeiro, o evento mais importante do período: a aprovação dos dezoito itens do Pacto Áureo, considerado o mais importante documento do movimento espírita no país (5 de outubro de 1949). O documento tinha a finalidade de unificar as federações estaduais em torno da FEB. No ano seguinte (1950) foi estabelecido o Conselho Federativo Nacional, composto pelo representantes das referidas entidades adesas. Ainda em 1950 partiu do Rio de Janeiro para a Região Nordeste do Brasil, a chamada Caravana da Fraternidade, integrada, entre outros, por Lins de Vasconcelos, Carlos Jordão da Silva e Leopoldo Machado. Como resultado, ampliou-se o número das federações estaduais no país.
Em termos de divulgação, realizou-se em 02 de outubro 1949 o II Congresso Espírita Pan-Americano, na cidade do Rio de Janeiro, promovido pela Confederação Espírita Pan-Americana e pela Liga Espírita do Brasil. Participaram do II CEPA quase todos os países da América Latina, bem como dos Estados Unidos. A presidência do II CEPA ficou a cargo do médico argentino Luís Di Cristóforo Postiglione, que convidou para secretariar os trabalhos os jornalistas Francisco Klörs Wemeck, e Deolindo Amorim. Participaram deste evento representantes de quase todos os países da América Latina, bem como dos Estados Unidos.

As décadas de 1950 e 1960

O Espiritismo no país foi marcado, na década de 1950 e na de 1960, por dois grandes fenómenos: José Pedro de Freitas, popularmente conhecido por "Zé Arigó" - cuja prática mediúnica não se filiava estritamente à Doutrina Espírita ou a qualquer instituição oficial -; e Francisco Cândido Xavier, popularmente conhecido por "Chico Xavier". Zé Arigó, "recebendo" o espírito do Dr. Fritz, realizou gratuitamente tratamento mediúnico em milhares de pessoas e sofreu dois processos acusando-o de feitiçaria e exercício ilegal de medicina: um em 1958, no qual não foi preso pois recebeu indulto do então presidente Juscelino Kubitschek - cuja filha havia sido tratada por Arigó -, e outro em 1964, no qual ficou alguns meses preso mas sem parar de aplicar os tratamentos mediúnicos. Chico Xavier chegou a completar o 100º livro psicografado, sendo que sempre cedeu os direitos autorais de seus livros psicografados à instituições de caridade, e fundou em Uberaba junto com o médium e médico Waldo Vieira o centro espírita "Comunhão Espírita Cristã", onde realizaram grande atividade mediúnica e filantrópica; também sofreu acusação de fraude (não provada e depois retirada), em 1958, pelo seu sobrinho Amauri Pena, e esteve envolvido, com Waldo Vieira, no escândalo das chamadas "materializações de Uberaba", em 1964, que ocupou 70 páginas da revista "O Cruzeiro", ilustradas por 87 fotografias, em onze edições, ao longo de três meses.
Foi ainda na década de 1950 que o padre Oscar Quevedo se radicou no Brasil, iniciando uma ampla divulgação de sua interpretação da parapsicologia como resposta ao Espiritismo.
No contexto do movimento federativo que se difundiu após a assinatura do chamado "Pacto Áureo, em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reiterou a condenação católica ao espiritismo. No mesmo ano, a FEB declarou que os umbandistas poderiam ser considerados espíritas, o que causou vivas reações no movimento espírita.
Em 09 de dezembro de 1957 foi fundado
, na cidade do Rio de Janeiro, o Instituto de Cultura Espírita do Brasil, pelo sociólogo Deolindo Amorim.
Em 1960 veio à luz a obra "O Espiritismo no Brasil", de frei Boaventura Kloppenburg, militante católico contrário ao espiritismo.
Em 13 de dezembro de 1963 foi fundado, na cidade de São Paulo, o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), pelo engenheiro e parapsicólogo espírita Hernani Guimarães Andrade.
No Rio de Janeiro, o coronel Jaime Rolemberg de Lima, lança o boletim informativo "Serviço Espírita de Informações" (maio de 1965).
Em 1968 foi fundada a Associação Médico-Espírita de São Paulo, que logo influenciou o surgimento de várias outras associações médico-espírita no país.
Selo dos Correios em homenagem ao centenário
do falecimento de Kardec (1969).
Selo dos Correios em homenagem ao centenário
do Espiritismo (1957).

As décadas de 1970 e 1980
Chico Xavier na TV Tupi

A década de 1970 iniciou-se com as duas entrevistas históricas a Chico Xavier, veiculadas pela extinta TV Tupi Canal 4 de São Paulo, no programa "Pinga-Fogo", a primeira na noite de 28 de julho, que conseguiu a maior audiência da história da TV brasileira , e a segunda na de 21 de dezembro de 1971, que também foi um grande sucesso de audiência.
No Rio de Janeiro, foi fundada a Rádio Rio de Janeiro (1971), a primeira emissora de rádio espírita do país.
No início dos anos 70, houve também o começo do movimento Pedagogia Espírita, tendo o filósofo José Herculano Pires como pioneiro.
Em 1975 foi ao ar, pela Tv Tupi, a primeira telenovela brasileira com temática central espírita, A Viagem.
No cinema, chegou às telas o filme Joelma 23º Andar (1979), dirigido por Clery Cunha e protagonizado por Beth Goulart, baseado na obra "Somos Seis", psicografada por Chico Xavier. Este é o primeiro filme brasileiro com temática central espírita e o único que retratou o incêndio do Edifício Joelma que deixou 179 mortos e mais de 300 feridos (1 de fevereiro de 1974). Também em 1979 houve um dos mais famosos casos envolvendo Chico Xavier, e que teve repercussão mundial: o caso em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz, que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier.
A década de 1980 foi marcada pela campanha de proposição, no país, de Chico Xavier para receber o Prêmio Nobel da Paz (1981) e pelo lançamento, pela FEB, do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (1983), uma campanha institucional permanente visando divulgar o aprofundamento coletivo nos estudos da Doutrina espírita. A jornalista Elsie Dubugras traz a público o que que se tornaria um fenômeno de mídia no país, com projeção no exterior: a psicopictografia de Luiz Antônio Gasparetto.
Em meados da década registrou-se o ressurgimento do fenômeno do Dr. Fritz, através do médium pernambucano Edson Cavalcante Queiroz, que viria a ser assassinado em 1991.
O ano de 1987 destacou-se pelo lançamento da obra "O Lado Oculto do Folclore Brasileiro" do médium Luiz Antonio Millecco.
Ao final da década, teve lugar o Congresso Internacional do Espiritismo, em Brasília, de 1 a 5 de outubro de 1989.

Da década de 1990 aos nossos dias
Atual sede da Federação Espírita Brasileira (Brasília)

A década de 1990 foi marcada pela constituição, em outubro de 1992, do Grupo de Estudos Avançados Espíritas, um grupo de estudos e divulgação de notícias virtual, que trouxe o movimento espírita para a Internet.
No plano editorial, a literatura espírita popularizou-se com os chamados "romances espíritas", através de autores como Vera Lúcia Marinzeck ("Reconciliação", 1990; "Violetas na Janela", 1993) e Zíbia Gasparetto ("Vencendo o Passado", 2008). A popularidade alcançada por esses autores, bem como os lucros obtidos com as vendagens das obras, entretanto, despertou polêmica junto aos adeptos mais ortodoxos da doutrina espírita, sob o argumento de desinteresse pelos autores clássicos (e consequente quebra de vendagem de seus títulos).[carece de fontes] Isso não impediu, entretanto, o surgimento de autores de sucesso como Elisa Masselli("Nada fica sem Resposta", 2001); Mônica de Castro ("Gêmeas", 2009); Marcelo Cezar ("O Amor é para os Fortes", 2010); Robson Pinheiro ("Tambores de Angola") e Rubens Saraceni (estes dois últimos também classificados como literatura umbandista), entre outros.
Em 1995 tem lugar o Congresso Espírita Mundial, em Brasília, com 3000 inscrições. No mesmo também são fundadas a Associação Médico-Espírita do Brasil e a Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas.
Em 1999 houve um escândalo envolvendo as acusações contra o médium Rubens Farias Jr., ampliando a polêmica em torno da atuação da entidade Dr. Fritz.
O final da década foi marcado pela fundação da Associação Médico-Espírita Internacional (AME-I) e da Associação Brasileira de Magistrados Espíritas.
O século XXI, para o movimento no país, trouxe o advento da televisão espírita, com os canais Rede Visão (2004) e TV Mundo Maior (2006).
O final da primeira década do século foi marcado pela utilização do cinema como meio de divulgação. Desse modo, vieram a público :
  • Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito (2008), dirigido por Glauber Filhoe Joe Pimentel, narrando a história de Bezerra de Menezes;
  • Chico Xavier (2010), estrelado por Nelson Xavier e Ângelo Antônio, nos passos do anterior, narra a história de Francisco Cândido Xavier;
  • Nosso lar (2010), dirigido por Wagner de Assis, com base no livro homônimo psicografado psicografado por Francisco Cândido Xavier.
  • As Cartas Psicografadas por Chico Xavier (2010), filme do gênero documentário, dirigido por Cristiana Grumbach mostrando o testemunho de famílias que receberam notícias de seus entes queridos falecidos por meio de cartas psicografadas por Francisco Cândido Xavier.
  • O Último Romance de Balzac (2010), dirigido por Geraldo Sarno, baseado na obra psicografada por Waldo Vieiraintitulada "Cristo Espera por Ti" e na obra "O Avesso de um Balzac Contemporâneo", de Osmar Ramos Filho.
  • As Mães de Chico Xavier (2011), dirigido por Glauber Filho e Halder Gomes, com roteiro dos mesmos diretores baseado no livro "Por Trás do Véu de Ísis", de Marcel Souto Maior.
  • O Filme dos Espíritos (2011), dirigido por André Marouço e Michel Dubret, com roteiro livremente baseado em "O Livro dos Espíritos".
  • E a Vida Continua... (2012), dirigido por Paulo Figueiredo, com base na obra homônima psicografada por Francisco Cândido Xavier.
No Brasil, de acordo com o último censo demográfico de autoria do IBGE, realizado em 2010, no mesmo ano havia 3,8 milhões de adeptos da Doutrina Espírita, e os espíritas são o segmento social com maior renda e escolaridade.
Selo dos Correios em homenagem aos 150 anos do Espiritismo (2007)

Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática da caridade. Eles mantêm em todos os estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil. É o autor francês mais lido no país, seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares em todo o território brasileiro. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos.Os livros espíritas lideram o ranking dos mais vendidos nas principais livrarias do país.

Bibliografia:
  • Esboço histórico da Federação Espírita Brasileira. FEB.
  • ABIB, D.. CULTURA ESPÍRITA NO BRASIL Brazilian Cultural Studies, América do Norte, 224 07 2013. p. 106-124.
  • ARRIBAS, Célia da Graça. Afinal, espiritismo é religião? A doutrina espírita na formação da diversidade religiosa brasileira. Universidade de São Paulo, 2008.
  • DAMAZIO, Sylvia. Da Elite ao Povo. Advento e Expansão do Espiritismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.
  • GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo (2ª ed.). São Paulo: Edições FEESP, 1990.
  • GOMES, Saulo (org.). Pinga-fogo com Chico Xavier. Catanduva (SP): InterVidas, 2009. 256p. fotos. ISBN 978-85-60960-00-2
  • KARDEC, AllanRevista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos (12 volumes). São Paulo: Edicel, 1985.
  • LEWGOY, Bernardo. O Grande Mediador. Chico Xavier e a cultura brasileira. Bauru (SP): EDUSC, 2004.
  • MACHADO, Ubiratan. Os Intelectuais e o Espiritismo. Niterói (RJ): Lachâtre, 1996.
  • RIBEIRO, Leonídio; CAMPOS, Murilo de. O espiritismo no Brasil. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1931. 199p.
  • RIO, João doReligiões do Rio. 1904.
  • THIAGO, L. S.. Homeopatia e Espiritismo (2ª ed.). Rio de Janeiro: FEB, 1983.
  • TORTEROLI, Angeli. O Espiritismo no Brasil e em Portugal. Rio de Janeiro: Sociedade Acadêmica.
  • WANTUIL, Zeus. Grandes Espíritas do Brasil. Rio de Janeiro: FEB, .